16/04/2017

Eme




Ela usava um colar que tinha apenas a letra “M”. 
‘Eme’ de Maria, de Marcela, Marcelina, Mariângela, Mariluz, Marisa... eram tantas as opções que na minha cabeça resolvi designar aquela jovem Mulher de senhorita “Eme”, e só.  

Refleti e percebi meu erro. Não podia ser assim, "Eme", no Masculino/Machista/Misógino/patriarcal, tinha que ser no feminino.
Portanto, senhorita "Ema".


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12/01/2016

Palavras

O culto
oculto
oculta
o ...

                              sem nexo
                                  é sexo
                              complexo

Dou amor
  Do amor
   Doador

 

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19/07/2015

Nova colaboradora

Bom dia, boa tarde, boa noite a todos os leitores e leitoras desta grandiosa revista eletrônica, Miojo Mole. 
É com grande prazer que eu, Misto-X (diretor, gerente, criador, idealizador, editor), anuncio a mais nova colaboração que o blog terá.
Deixarei para a própria pessoa se apresentar e, como de costume, posteriormente publicaremos a entrevista com essa pessoa.
 
Oi gente! Meu nome verdadeiro até que não interessa, pois o importante são as ideias. 
Eu estava pensando que nome de guerra utilizar, sabe, pseudônimo, nick... essas coisas. Ah, para quem não sabe, eu sou mulher. Tenho 23 anos, da pele branquinha e corpinho "tentação". Nada de partes exageradamente exageradas, tipo mulher melancia, melão etc; mas tudo deliciosamente nos conformes, altamente saciável. 
 
Bom, voltando à questão do nome que vou adotar, eu tinha pensando em Lola, pois eu gosto muito daquele filme "corra Lola corra". Mas acontece que já tem uma blogueira feminista com o nome de Lola, e nós somos fisicamente tão diferentes que eu não gostaria de ser confundida com ela. No way! 
Como eu sou um "pedaço de mau caminho", e Lola é um nome que me agrada muito, não tive como fugir do óbvio... vou adotar o nick Lolita (sim, é claro que tem influência do romance Lolita de Vladimir Nabokov). Como eu também sou feminista, então pra combinar as palavras resolvemos chamar eu (e minha coluna aqui) de 'Lolita feminita'. Ficou até fofo, e eu não tenho problemas com fofuras, ao contrário de algumas feministas. 
 
 
Espero que vocês não se importem, mas é possível que eu defenda coisas contraditórias ou mude de opinião constantemente. Explicarei o motivo no próximo post, quando vou falar de forma metafórica sobre o feminismo. Hoje estou aqui só para me apresentar mesmo.
Um beijão!
 
 

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01/07/2015

Aviso involuntário

Não entendo - e talvez jamais entenderei - a parte 'baixa' da política. Aquela que não diz respeito à administração propriamente, mas que vai desde o menor dos atos de bastidores até a ventura de se manter longos anos no poder.
 
Dizem ser errado encarar determinadas coisas, principalmente as ações humanas, com aquele com o típico raciocínio lógico, composto por premissas e conclusão, um raciocínio "linear". O certo seria encarar de forma dialética.
 
Talvez seja por isso que este texto escrito por Rudá Ricci (a diferença entre direita e conservadorismo brasileiros) seja um exemplo da minha incapacidade de entendimento. Se por um lado ele cumpre perfeitamente o que propõe (mostra diferença entre população conservadora e políticos oposicionistas [intitulados por Rudá de direita]), expõe uma questão alarmante, a saber, que pobres e negros não fazem parte das preocupações dos partidos e seus planos políticos - seja esse partido de esquerda ou de direita.
Nas palavras de Rudá, sociólogo mestre e doutor, "o conservadorismo brasileiro é composto por negros e pobres".
Ora, se negro e pobre é conservador e a esquerda é progressista, interesses dos conservadores (negros e pobres) são divergentes dos interesses da esquerda.
 
Além de fazer aquilo que é repetido à exaustão por blogueiros, puxa-sacos governistas e esquerdistas em geral (direita como contraposição aos interesses de pobres e negros), o texto de Rudá acaba evidenciando (ou contribuindo) com a ideia de que de fato pobres e negros são apenas carros-chefes de marketing eleitoreiro ou mesmo "bucha de canhão" da esquerda. Talvez seja exatamente essa a dialética da coisa: me dê seu voto, lhe darei algo, e permaneceremos juntos. Negros e pobres (e quem sabe quantos outros grupos sociais) são literalmente usados como barganha.
 
A minha pergunta - não respondida por Rudá, quiçá por eu utilizar um 'nickname', uma vez que ele respondeu a outros interlocutores em outras ocasiões- permanece aberta a meus leitores: quem está do lado dos conservadores brasileiros?
 

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29/06/2014

A força do amor

Josefina era uma moça extremamente organizada. Dizia ela que a “organização é nada menos que o reflexo de uma consciência limpa”. Movia céu, terra e gentes para colocar as coisas em ordem. As pessoas de seu círculo social não tinham a menor dúvida: se algo estava bagunçado – sala, casa, geladeira, armário, arquivos de computador, cabeça... – bastava chamar a Josefina que tudo ficaria em seu devido lugar. Para ela, a desordem era intolerável.

Certa vez ela conheceu Regisnaldo. Foi amor mútuo a primeira vista.
No entanto, Regisnaldo era um sujeito totalmente desorganizado. Após o banho, deixava a toalha molhada e embolada em cima da cama, tinha calçados espalhados por toda a casa, meias e cuecas nos mais variados cantos também. Não havia uma só pessoa próxima a Regisnaldo que não conhecesse sua incrível capacidade de bagunçar tudo. Parecia que seu hábito era incorrigível...
Mas Josefina e Regisnaldo contavam com o amor; um amava ao outro como a si mesmo e vice-versa o contrário.

O amor, dizem, é a força mais poderosa do universo. Então vocês já sabem o que aconteceu com todo aquele costume bagunceiro do Regisnaldo, não é?
Pois é, a Josefina passou a aturar.

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01/05/2014

Challenge accepted

Depois da Valesca Popozuda virar contribuição para a intelligentsia brasileira, Gretchen parece que quer ir pela mesma via. Tuitou recentemente uma breve análise com um retumbante desafio:




Pois bem, desafio feito é desafio aceito, e aqui vai a nossa hashtag:

#oceissãotudoviado!


#zueiraneverends

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06/03/2014

Jornalista e jornalismo brasileiro

Do livro "A miséria do jornalismo brasileiro", de Juremir Machado

"A escola de frankfurt permanecerá um marco na análise dos meios de comunicação de massa. (...) Deve-se, entretanto, salientar que a crítica frankfurtiana era elitista e messiânica. Os frankfutianos de hoje continuam a pensar que tudo se resume a eliminar o mercado e a entrar numa lógica socialista (...) para que o problema dos meios de comunicação de massa seja resolvido. A História mostrou que não é bem assim. Sempre, claro pode-se dizer que o socialismo nunca existiu. A ânsia reguladora dos marxistas não parece, de toda maneira, indicar que eles seriam capazes de implantar a real liberdade de informação."
*
"Os frankfurtianos raciocinam por oposição binária: mercado/não-mercado. Mercado, com frequência, vira sinônimo de manipulação e de conspiração. Mas o mercado é também pluralismo, diversidade e antagonismo." (...) "A maioria dos editores brasileiros certamente acharia "chato" um texto de 200 centímetros sobre sociologia da comunicação. Em contrapartida, entregaria com facilidade quatro ou cinco páginas para uma nova gravidez da Xuxa. Nem precisa o patrão mandar."
*
"As compilações marxistas de Eric Hobsbawm, publicadas pela Companhia das Letras, vendem. O petismo chique consome certos autores, a Cia das Letras os publica. A Folha de S. Paulo repercute-os. É difícil saber quando o esquerdista ilustrado compra um livro por interesse próprio ou porque a Cia das Letras publicou ou a Folha de S. Paulo comentou. Crítico severo da influência da mídia e do mercado, o esquerdista ilustrado orgulha-se de passear com o "Mais"! embaixo do braço e de comprar todos os livros que a Cia das Letras edita e a Folha classifica como imperdíveis. (...) A Folha prospera,o mercado fatura. (...) Nada mais fácil do que cativar como consumidor, com uma revista 'cult' inimiga do mercado, um esquerdista esclarecido, para o qual o mercado representa a encarnação do mal."
*
"O esquerdista ilustrado, entretanto, acha que a mídia pode tudo. Não é verdade. Muitas vezes, os densos elogios da imprensa a certos cineastas não salvam seus filmes do fracasso. O mesmo vale para os escritores. Na política, Leonel Brizola ganhou da Rede Globo duas vezes no Rio de Janeiro. O PT já bateu a RBS três vezes em Porto Alegre e uma no Rio Grande do Sul (prefeito e governador) (...) A limitação do poder da mídia depende da capacidade de estruturação política dos atores sociais. (...) Assim, a crítica da mídia não pode converter-se em "diabolização" da imprensa e em desculpa para as falhas internas de estruturação política das correntes de esquerda."
*
"Derradeiro positivista moderno, o aluno-modelo (de jornalismo) acredita no progresso, na infalibilidade da ciência e no valor da padronização. Tanto quanto o esquerdista esclarecido, crê na verdade científica. Chegará o dia em que apenas a astrologia e o marxismo postularão o caráter científico de suas investigações."
*
"Nada provoca mais medo no Brasil, além da polícia, do que a mídia, ao menos entre os que podem ser atingidos por ela: políticos, intelectuais, escritores. Um autor criticado deve ser tolerante e aceitar as observações feitas a respeito da sua obra. Com razão. Dificilmente a imprensa toma para si o mesmo parâmetro. Criticado, um veículo joga ao ostracismo o desvairado que se atreveu a romper o silêncio"
*
"A opinião, ensina-se ao principiante (de jornalismo), tem o seu espaço próprio, as colunas destinadas pelo patrão aos que professam a mesma ideologia que ele ou produzem dinheiro, embora com ideias opostas às dele."
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"A opinião deve ficar a cargo dos eleitos. Não está em jogo a consistência da opinião de cada um, mas o fato de que apenas alguns têm direito a opinar, mesmo de forma disparatada, se for rentável ou fortalecer a ideologia do rei."
*
"Por um lado, os jornais querem parecer-se com a televisão, suposto universo da imagem que não mente, seduz e dispensa conteúdo. Assim, investem nos gráficos, nas fotos gigantescas e em toda sorte de recursos gráficos rebarbativos. Para contrabalançar, de vez em quando, um profissional da opinião escreve um texto para denunciar a morte do livro em função do avanço da informática."
*
"Falcão comenta futebol por ser uma imagem de marca. Ganha para dizer o que milhares de pessoas poderiam dizer da mesma maneira. Jornalismo tem pouco a ver com competência e muito a ver com cartão de visita."
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"A sociologia da comunicação expulsou o mito da objetividade pela porta da frente. Pragmático, ele voltou pela janela. (...) A esquerda adora essa capacidade de opinião isenta. Em 1991,o sindicato dos jornalistas do RS condecorou Luis Fernando Veríssimo, profissional da opinião, como "prêmio isenção", por seus comentários sobre a guerra do Golfo. Veríssimo era isento porque tinha a mesma opinião do pessoal do sindicato."
*
"Isenção, portanto, é o nome que se dá à opinião que recebe o apoio de um grupo em condição de fazer valer suas ideias em determinada situação."
*
"Os latifúndios esportivos das emissoras de rádio e de televisão, assim como dos jornais, representam a utilidade do inútil. Preenchem o tempo vazio da humanidade. Afinal, e ainda bem, nem todos podem ser intelectuais ou artistas. Extraordinária opção: o tédio ou a vulgaridade. Sem o espetáculo, a melancolia."
*
"A mídia explora o mal para o bem dos seus consumidores. O bem cheira mal e entendia. O mal revigora e desperta interesse. Por isso, o 'moralismo' é fundamental na imprensa. A diferença entre bem e mal deve ser nítida para que o cliente não fique insatisfeito."
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"A objetividade é uma gangorra que sobe e desce com o tempo, com a filosofia do patrão e com as modas profissionais. A única moda que nunca passa é a do arrivismo. Mergulhado numa carreira, o jornalista vive para o mercado coberto com o manto cômico de missionário da informação e da Verdade."
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"Nada mais radical do que um homem sensato ou um liberal convicto. Nada mais cínico do que um jornalista missionário. Radical, para a mídia brasileira, são sempre o MST e certos setores à esquerda do Partido dos Trabalhadores. Nunca se fala da extrema radicalidade dos que acreditam piamente na força milagrosa da "mão invisível"do mercado. (...) A lógica dos 'fait divers' implica em diabolizar o adversário, relativizar os desmandos dos aliados e faturar com tudo o que não produza fricção."
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"A assexuada e debiloide Xuxa anunciou a sua gravidez no programa do Faustão. O Brasil midiático inclinou-se diante da fabulosa novidade. (...) Dificilmente outro tema poderia ter tanta importância."
*
"Os festivais de cinema, mesmo os mais conhecidos e importantes (Cannes, Berlim, Veneza), "convidam" jornalistas para as suas edições anuais. Por quê? Precisam estimular a imprensa a dar-lhes cobertura. Apenas os esportes de massa, como o futebol, podem viver descansados. A lógica da cobertura futebolística contraria todas as regras da "seriedade" jornalística. Segunda-feira: Romário lesionado. Terça-feira: Romário tem ligeira melhora. Quarta: Romário pode ser surpresa no clássico".....
*
"Nas últimas décadas, o universo midiático acentuou a estética da aberração, representada pelo privilegio dado ao pitoresco e aos ’faits divers’. Estes podem ser vistos como o primeiro nível da deformidade. De tanto realçar o caráter diferencial do excêntrico, do extravagante e do banal transformado em novidade, a mídia gerou as condições para a hegemonia do vulgar."
*
"Assim como Paulo Coelho, compositor popular convertido em escritor contra a  mídia, até esta se dobrar, encarna a própria imagem literária da imprensa contemporânea (fácil, supersticioso, consolador), Faustão, Gugu e Ratinho representam o principal elemento estrutural da mídia de hoje: o populismo."
*
"O papa (João Paulo II) brilhou em Cuba até o momento em que o mundo descobriu o caso "Clinton-Lewinsky". A imprensa norte-americana até então interessada nos sermões do Santo Padre contra o Condutor do Povo, desertou da ilha para mergulhar nos mistérios das relações amorosas do presidente dos Estados Unidos com uma ex-estagiária da Casa Branca."

"O discurso do papa contra a política de Castro não tinha a força da imagem de Mônica abraçando Clinton com devoção."
*
"O politicamente correto representa para a imprensa um manancial inesgotável de sensações. A partir do momento que um padrão comportamental é estabelecido, instala-se a caça às bruxas e aos desvios de conduta. A mídia assume, nesse contexto, o papel de fiscal, de juiz, de delator e, acima de tudo, de administrador das práticas de cada indivíduo."
*
"Existem jornais, como a própria Folha de São Paulo, que mesclam os inconciliáveis para melhor atingir objetivos ambivalentes.
Liberal no primeiro caderno, dividida entre marxismo e neoliberalismo no terreno particular dos colunistas, a Folha de São Paulo é franca e radicalmente esquerdista no suplemento dominical de cultural. No "Mais!", o cliente é rei, pois se trata de um caderno para a intelectualidade universitária, predominantemente esquerdista."
***

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06/01/2014

Dr. Importuno #14


A propaganda em questão é bem emotiva. Há quem chore, outros quase.

Mas não deixa de ser meio retardada. Explico: quem, em sã consciência, coloca uma criança no mundo por ele ser bom?
Se pararmos para pensar direito, veremos que nunca houve um mundo bom o suficiente para alguém ter um filho. No máximo, temos nichos, locais bem cuidados, grupos bem educados, mas nunca, repito, NUNCA um mundo bom o suficiente para criar filhos.
A verdade é que "não ter filho porque o mundo é ruim" é a desculpa mais esfarrapada e burra do universo. Desculpa de gente medrosa - medo de criar mais um merda para o mundo - ou gente medíocre (ou 'alienada') - que nunca olhou para o mundo e viu que ele sempre teve boa parte podre.
Filhos são desafios do início ao fim. E são desafios por si só,  independente do que está acontecendo mundo afora.

Ter ou não filhos pela situação do mundo é tão 'inteligente' quanto escolher qualquer crença levando em conta apenas ou principalmente seus seguidores.
Achar que o mundo um dia será bom o suficiente para então podermos ter quantos filhos quisermos é também acreditar numa das burrices históricas mais difíceis de ser eliminada da face da terra: a crença de que o homem é bom por natureza, ou ainda, a crença de que o homem está evoluindo.
E uma prova cabal de que a humanidade não evolui é que há quem deixe de ter filhos "porque o mundo é ruim".
Uga-uga!

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05/09/2013

Dr. Importuno #13


É certo que sapato plataforma pode ser uma mera opção de moda (de muito mau gosto, diga-se). É também certo que cabelo chapinha pode ser uma mera opção estética.Mas até que ponto tais opções são meramente estéticas?Como eu vim para incomodar, gostaria de dizer que "opção estética" é, na melhor das hipóteses, a menos importante de todas.




A verdade é que a pessoa gosta de emular aquilo que ela não é, aquilo que a natureza não lhe deu. No caso de um sapato plataforma, a altura; no caso de uma chapinha, o cabelo liso. Em outras palavras, a pessoa é uma fingida, dissimulada, revoltada com aquilo que é.Ao apresentar esse meu pensamento a uma pessoa, ela respondeu que isso é culpa da sociedade que "impõe padrões de beleza".

Em primeiro lugar, gostaria de lembrar a todos que o tem de gente "fora dos padrões" ou mesmo feia de doer mas feliz da vida não está escrito. De modo que a desculpa do "padrão de beleza" é coisa de gente psicologicamente fraca e, pior, que adora colocar a culpa em qualquer coisa externa a ela.Esse seria o auge da cretinice: reconhecer que há um "padrão de beleza", criticar a sociedade pela existência de tal e ainda assim seguir o padrão. Em nossos dias há quem esteja tão mal acostumada com a vitimização que tem tal postura sem o menor pudor e, em casos extremos, até orgulho. Hipocrisia e covardia são elogios.
Em segundo lugar, a pessoa mantém seu padrão falso porque ela gosta do padrão falso. A pessoa gosta de fingir. Se sente bem fingindo, e a sociedade é muito conivente com tal falsidade.O que é o gosto pelas figuras "photoshopeadas" senão uma expressão da satisfação pela falsidade? A busca e desejo pela perfeição no corpo humano pode ser apenas uma desculpa que serve para esconder o verdadeiro sentimento: o gosto pelo falso.É fácil encontrarmos quem critique o uso de programas para edição de fotos de corpos em revistas; extremamente incomum é encontrar quem critique a falsificação de pele por maquiagem, de estatura pela altura de sapato, do tipo de cabelo pela chapinha...

Querer ser o que não é quando pensamos em, por exemplo, atingir um bom caráter, é louvável. Mas querer ser o que não é por conta da altura, do cabelo, dos olhos é, no mínimo, mediocridade e fraqueza psicológica.

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19/08/2013

Vauvenargues

Do livro "reflexões e máximas".

I
É mais fácil dizer coisas novas do que conciliar as que já foram ditas.
II
O espírito humano é mais penetrante do que consequente, e engloba mais do que é capaz de encadear.
IV
A clareza embeleza os pensamentos profundos.
VI 
Não há erros que não pereçam por si próprios, se claramente expressos.
IX
Quando uma ideia nos aparece como profunda descoberta, e nos damos ao trabalho de desenvolvê-la, não raro percebemos que é uma verdade de domínio público.
XIV
A esperança anima o sábio e engana o presunçoso e o indolente, que levianamente descansam em suas promessas.
XIII
As fortunas rápidas de todo tipo são as menos sólidas, pois raramente são obra do mérito. Os frutos maduros, porém laboriosos, da prudência são sempre tardios.
XVI
A prosperidade faz poucos amigos.
XIX
A coragem possui, ante as desgraças, mais recursos que a razão.
XXI
A guerra não é tão custosa quanto a servidão.
XXIV 
Não é dado à razão consertar todos os vícios da natureza.
XXVII 
Não temos o direito de tornar infelizes aqueles que não podemos tornar bons.
XXIX
Alguns autores tratam a moral como é tratada a nova arquitetura, na qual se busca, antes de tudo, a comodidade.
XXXII
Talvez não exista verdade que não seja, numa mente equivocada, matéria para erro
XLIII
É uma prova de estreiteza de espírito distingui sempreo estimável do amável. As grandes almas amam naturalmente o que é digno de sua estima.
XLV
Ao sentir que não conseguimos fazer com que alguém nos estime estamos bem perto de odiá-lo
LII
Os tolos não compreendem as pessoas de espírito
LV
Não há pessoas mais azedas do que as que são doces por interesse.
LXV
Nos ofendemos menos pelo desprezo dos tolos do que por sermos medianamente estimados pelas pessoas de espírito.
LXVIII
Temos de nos consolar por não possuirmos os grandes talentos, como nos consolamos por não ocuparmos as altas posições. É possível estar acima de ambos pelo coração.
LXIX
Na razão e na extravagância, na virtude e no vício, há homens felizes. A satisfação não é a marca do mérito.

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09/08/2013

Conselhos para "aquele" período

Há algum tempo o Yahoo! publicou uma matéria informativa com dicas para o que fazer quando a mulher está com TPM.
Uma equipe de especialistas consultados pela Miojo Mole resolveu fazer observações sobre as dicas contidas na matéria do Yahoo!
Em vermelho o publicado pelo Yahoo e em preto a contribuição de nossos especialistas.


O QUE FAZER?
1 - Enfrente com tranquilidade e bom humor;
 
Exato. Ela vai entender sua tranquilidade como indiferença e seu bom humor como gozação daquele terrível momento mensal de descontrole total.

2 - Alugue filmes de amor; 
O efeito dessa sugestão dura o tempo do filme. Portanto, alugue toda a sessão de filmes de amor e reze para que seja suficiente. 

3- Faça uma comidinha gostosa para ela;  
Mulheres adoram mimos, mas ainda não há estudos conclusivos que indiquem a satisfação que as mulheres sentem por ter alguém responsável por engordá-las, principalmente nesse período crítico.

4 - Chame-a para rever fotos antigas de momentos felizes;  
E com isso ela provavelmente vai perceber as modificações que o tempo provoca nela. O resultado é imprevisível.

5 - Diga que entende o que ela está sentindo e ofereça seu abraço. 
Mentira e abraço é, historicamente, um “combo” infalível. Dica: sele com um beijo


O QUE NÃO FAZER?
1 - Nunca diga que ela está de TPM;
 
A única informação óbvia que uma mulher gosta de ouvir é “eu amo você” ou “eu comprei X (coisa muito cara) porque você merece e eu amo você”

2 - Evite discutir a relação;  
Afinal, homens nunca evitam discutir a relação.

3 - Não marque viagens, passeios e derivados. Você pode desperdiçar o momento; 
Muito pelo contrário, marque tudo! Vá sozinho, evidentemente.

4 - Não levante assuntos como dificuldade financeira e afins;  
Não levante qualquer tipo de assunto. Evite tudo que faça ela se expressar.

5 - Não tente incentivá-la a fazer academia, corridas matinais ou mudar a alimentação. Isso não passará em branco.  
Nada passa em branco com uma mulher. Portanto, é só uma questão de gosto: se você falar em outros períodos irá sofrer vagarosa e parceladamente durante muito tempo; se aproveitar a TPM enfrentará uma única e verdadeira explosão nuclear.

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27/06/2013

A profissional



Num futuro não muito distante e possível, um homem ligou para uma mulher para combinar os serviços:
- Alô! Boa tarde. Tudo bem?

- Sim, tudo. - respondeu a mulher em voz sensual.

- Quanto custa o serviço?

- Trezentos e cinquenta a hora.

- Vi sua foto na internet. Tem photoshop ou é aquilo mesmo?

- É aquilo mesmo querido, tudo seu!

- Ótimo. Para você pagaria até mais.

- Se quiser, eu até que gostaria, já que o governo está recolhendo dinheiro da gente também.

- O quê??!! Como assim??!!

- Regulamentaram a profissão amor, então tenho que pagar impostos.

Alterado, o cliente vociferou:
- De jeito nenhum que vou dar mais dinheiro para o governo! - e emendou: SAI DESSA VIDA, MULHER!!

E desligou o telefone.

***
Rápidas considerações de uma feminista(!) sobre o projeto (e seu autor). Imperdível!!


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23/06/2013

Saímos do Facebook...

A imagem abaixo circulou pelo Facebook em tom de, digamos, orgulho e vitória. (vitória contra quem mesmo??)

Imagem encontrada aqui

Dado o conteúdo que corriqueiramente é compartilhado no Facebook (frases de efeito, slogans, informações mentirosas ou marqueteiras sobre questões sérias), pergunto com profunda sinceridade:  
É para ter orgulho ou preocupação por terem saído do Facebook?

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17/05/2013

Rápidas considerações sobre notícias # 1



Por Watchawski Midyialinko

Começo com uma notícia um pouco antiga, mas pertinente. 
a)Peitos são lindos, as pendengas do homem não. 
b) Numa sociedade machista, patriarcalista e heteronormativa, peitos são bem-vindos e órgãos masculinos são rechaçados. As feministas fizeram bem em manter o status social vigente ao denunciarem os meliantes. 

E assim se vai o único pedaço de carne que aquela magricela possuía. 

A verdade é que o sistema de saúde do Brasil é tão pobre e carente de equipamentos e suprimentos que só médicos que atuaram na escandalosa riqueza cubana têm suficiente preparo para lidar com a situação brasileira.  

Claro que o primeiro inseto que os espertalhões da ONU comeram foi o Grilo Falante. 

a) Isso jamais teria acontecido se a Venezuela tivesse seguido os conselhos da ONU para comer insetos. 
b)Certos países sofrem com a sazonalidade de chuva, seca, furacões, etc. No nosso paradisíaco vizinho é a escassez de alimentos que luta para ter seu lugar garantido no calendário (2012).

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17/04/2013

Libertadores

Hoje, 17/04/2013, é um dia especial para muitos torcedores do país.
Um clássico da mais alta categoria - Clube Atlético Mineiro e São Paulo - acontece no estádio do Morumbi e, como todos sabem, tal fantástico clássico merece uma música especial.

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10/04/2013

Bastidores da política

Personagens:
Presidente Lula
Companheiro

Uma voz masculina liga para o quarto do presidente Lula e fala em voz sensual:
Companheiro: Oi Lulinha... como vai?

Lula: Oi cumpanheiro.

Companheiro: Deixa eu te contar uma história. Imagina que hoje eu estava conversando com a inteligência e me falaram que aquele pulha careca do Reinaldo Azevedo, blarg!, estava querendo relembrar a sua entrevista à Playboy da década de 70. Ele tava feito doido procurando a revista.

Lula: Mas que povo mais sem serviço! Quem é que fica pegando prayboy pra ler? Só podia ser esse daí.

Companheiro: Pois é... Em um dos trechos, se bem me lembro, você dizia que a molecada da nossa época era bem mais sacana que a de hoje. Aí eu fiquei pensando: vou fazer uma surpresa para o meu presidente! E já está tudo certeeenho! Combinei uma surpresa para o senhor. Vai chegar aí ainda hoje!

Lula: Ok, cumpanheiro! Vou ficar esperando, bem acompanhado, claro!


 
No dia seguinte, no quarto presidencial, toca o telefone:
Companheiro: Oi presidente!

Lula: Você de novo? Fiquei aqui esperando o dia todo; até abri uma birita pra me acompanhar e não aconteceu nada. Por culpa da sua peça não fui trabalhar ontem. O que era afinal de contas?

Companheiro: Desculpa, mas deu errado, presidente! Deu tudo errado!

Lula: O que foi, cumpanheiro?

Companheiro: Tava tudo combinado com um companheiro nosso. A ideia era um striptease de alta categoria com uma fantasia surpreendente! Um verdadeiro fetiche para qualquer político!

Lula: Mas o que aconteceu, cumpanheiro?

Companheiro: Dá uma olhada aí no noticiário
 
 
 
 
 
 
 

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06/04/2013

Comunicado

Está claro que o autor tentou empreender algo além de seu alcance. A história intitulada "Perfeitos", cujos capítulos eram divulgados semanalmente, não será continuada e será retirada do ar. 
Verdade seja dita: desenvolver tal tipo de obra com todos os pormenores textuais que ela merece e contendo tudo que eu desejo que ela contenha ainda está fora do meu alcance.

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08/02/2013

Victor Hugo

Novamente uma indicação por minha conta e risco.
Antes, gostaria de dizer que tal texto é encontrado com facilidade na internet, o que deixa tudo meio sem graça para quem teve o prazer de se deparar com tais escritos garimpando livros em busca de algo chamativo.
Sem muito esforço, objetivo ou desejo, encontramos muita coisa navegando na web, e talvez não damos o devido valor graças a tal facilidade. 
Infelizmente, é isso que acaba acontecendo com todos os textos da categoria "trecho sem apetrecho" - entregamos de bandeja coisas que mereciam ser de certa forma conquistadas; no entanto, fica o desejo que nossos leitores continuem ou passem a folhear mais livros por aí, o que trazemos em "trecho sem apetrecho" é sim uma pequena amostra do que há pelos livros.

O Homem e A Mulher

O homem é a mais elevada das criaturas;
 A mulher é o mais sublime dos ideais.
 O homem é o cérebro;
 A mulher é o coração.
 O cérebro fabrica a luz;
 O coração, o amor.
 A luz fecunda, o amor ressuscita.
 O homem é forte pela razão;
 A mulher é invencível pelas lágrimas.
 A razão convence, as lágrimas comovem.
 O homem é capaz de todos os heroísmos;
 A mulher, de todos os martírios.
 O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
 O homem é um código;
 A mulher é um evangelho.
 O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
 O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
 Ante o templo nos descobrimos;
 Ante o sacrário nos ajoelhamos.
 O homem pensa; a mulher sonha.
 Pensar é ter, no crânio, uma larva;
 Sonhar é ter, na fronte, uma auréola.
 O homem é um oceano; a mulher é um lago.
 O oceano tem a pérola que adorna;
 O lago, a poesia que deslumbra.
 O homem é a águia que voa;
 A mulher é o rouxinol que canta.
 Voar é dominar o espaço;
 Cantar é conquistar a alma.
 Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
 A mulher, onde começa o céu

Pintura de Edmund Blair Leighton "The King and the Beggar-maid"

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18/01/2013

Histórias infantis em áudio


Há um bom tempo, quando participava de outro blog, criei uma pasta no 4shared para compartilhar áudios de histórias infantis.

Cá estou novamente para compartilhar com nossos leitores.



ps: é necessário ter uma conta no 4shared para escutar ou fazer o download. 

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05/01/2013

Carlos Marxnífico #4


Não é hora de brincar! A nova ordem mundial clama para ser implantada, com o bloco socialista à frente, com China, Venezuela, Cuba e Coréia do Norte comandando as ações econômicas do mercado internacional 

Uma nova Internacional Socialista, aos olhos de todos e sob os holofotes da imprensa mundial deve ser realizada! Os verdadeiros responsáveis por guiar o planeta a um novo patamar de civilização e sociedade devem ser apresentados a todos!
Símbolo da Internacional Socialista





 Quando digo que não é hora de brincar, estou também claramente criticando a revista Carta Capital, que em tempos de ataques conturbados e perfidamente orquestrados contra a esquerda libertadora no Brasil, resolve entrevistar John Gray, autor dos livros "Cachorros de Palha" e "Missa Negra", por exemplo.

Ora ora, sei muito bem que a revista o entrevistou principalmente para tratar das questões econômicas, mas não podemos fazer propaganda de um indivíduo que é claramente contra nossas posições, sobretudo no campo filosófico e ideológico - campos de suma importância quando o assunto é a unidade do povo perante a causa política.

Um grupo de pessoas que pensem como John Gray pode ser o suficiente para atrasar ou até mesmo barrar o progresso social e humano advindos dos governos de esquerda. Tal autor não acredita na bondade do ser humano, não acredita que é o meio, a sociedade que corrompe o homem. Isso é fatal, pois o projeto marxista é diametralmente oposto a essa visão de homem - não é sem razão que em nossos países, geralmente até que seja atingido o ponto exato para a consumação e manutenção vitalícia do poder socialista/comunista, as penas aos criminosos são diminuídas, pois os criminosos só cometem determinados atos (roubos, latrocínios, p. ex.) porque a sociedade é desigual e os trata de forma marginalizada. Os único criminosos que são severamente punidos são os que abalam a ordem e o bem estar social incitando o povo contra o governo de esquerda que está sempre a zelar pelo grande bem do povo.

Nosso projeto depende da crença no futuro perfeito, porque inteiramente possível - e esse tipo de crença é fortemente combatida por pessoas como John Gray. Nós não apenas confiamos nas pessoas, como sabemos que o que elas possuem de ruim é devido às diferenças impostas pela sociedade - e esse tipo de crença também é combatido por Gray. O futuro perfeito é possível porque uma sociedade perfeita é possível; e nós, socialistas, marxistas, comunistas, lutamos por isso diariamente e não cessaremos até que o último morador de rua seja habitado numa moradia paga pelo dinheiro do último abastado. Gray acredita que isso não seja possível porque o ser humano é ruim... Pobre homem que não crê no próximo! Criatura do mato! A sociedade é doce e, bem orientada por um grande estadista e corpo político, não conhecerá limites!
Todo marxista é um grande estadista em potencial, pois conhecemos as amarras sociais que impedem a emancipação do homem!

Em suma, e para terminar, chamar John Gray para a entrevista foi um erro, que só não foi maior porque sabemos que o brasileiro não é curioso o suficiente para querer saber mais das ideias desse indivíduo.

Avancemos na luta contra a burguesia, na luta por um mundo mais justo e igualitário, livre de opressões, de falsos profetas e de "intelectuais" ressentidos!!

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02/01/2013

Dr. Importuno #12

É triste trabalhar no Brasil, muito triste.


Os governistas anunciam aos quatro cantos como o país está bem na questão econômica e empregatícia, mas a média do salário do brasileiro é R$1.700.
O padrão de vida que o brasileiro tem e é, de certa forma, coagido pelo próprio governo a ter (pois o governo sempre incita o povo a comprar, caso não tenham notado (seja por redução de IPI ou outros impostos)) é insuportável para míseros mil e setecentos.
O aluguel custa pelo menos 500, a prestação do carro 300, água/luz/telefone mais uns 200... sobram aí apenas 700 para serem dividos em comida, cultura, lazer e outras coisas, como compra de eletrodomésticos, móveis, roupas...

Não paga aluguel? Com 1.700, quantos anos você vai levar para pagar sua tão sonhada casa própria? Terminou de pagar o carro? Gasolina e manutenção são de graça? A média de sua cidade não é 1.700, é maior? Então provavelmente o custo de vida aí também é mais caro.
Contanto que o brasileiro siga comprando, gastando, ou seja, aquecendo a economia, o governo está se lixando para o povo, que afunda nas mais diversas prestações.

Falando de salário, a situação do brasileiro é de tal maneira estúpida que se ele sonha em ganhar bem ele tem que ter o objetivo de mamar nas tetas do governo, ou seja, fazer um concurso público (ou virar político). O Brasil é de tal maneira fudido na questão salarial que se você quiser tirar mais de três mil por mês (pra quê tanto?, coloquemos 2.500), ou você possui um belo “quem indica” ou você estuda para entrar na máquina governista (ou se vende, virando político).
Claro que há outras possibilidades, como o setor de criação (que não exclui “QI” e nem, claro, excelente habilidade - coisa pra poucos mesmo) e profissionais autônomos ou liberais. Um taxista ou uma prostituta conseguem tirar 3.000 (praticamente o dobro da média salarial do brasileiro) em muito menos de um mês; o trabalhador comum fica, de segunda a sexta-feira, mais de 10 horas fora de casa durante todo o mês para ganhar míseros 1.700.
Isso sem citar o que muitos avisam: dos 12 meses trabalhados, 5 são para pagar impostos.

Enfim, o governo brasileiro, que segue uma veia socialista, está completamente certo com sua ideologia: nivela o povo por baixo e consegue deixar o povo feliz com a merreca que ganha (e com a “bondade” do governo); enquanto isso, quem vive mamando nas tetas do estado segue cada vez mais rico.

Um feliz 2013 a todos!

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13/12/2012

Millôr Fernandes

Hoje a indicação é por minha conta.
Dois pequenos textos dessa grande figura nacional.

Cientificismo

Uma certa poesia em meu caráter vem de belas e ingênuas histórias lidas na infância. Essas histórias foram escritas por homens que as imaginavam com pureza de intenções e uma total ausência de métodos dirigidos. Vejo, com tristeza, uma enorme tendência atual para se escrever histórias orientadas, que visem dar à criança, não apenas a magia dos acontecimentos narrados, mas também, hábil ou grosseiramente disfarçados no meio disso, conhecimentos úteis, noções culturais, dados científicos, em suma - educação!
Isso não existe, sobretudo dentro dos currículos escolares escolares, e nada do que aprendemos nos livros didáticos nos serviu na vida. Não nos ajudou a compreendê-la melhor, a amá-la mais, a senti-la mais profundamente. Professores sem lirismo, em cursos sem fé, secam as fontes da criação dos alunos, amarguram-nos com noções inúteis, criam-lhes tabus para sempre indestrutíveis, inoculam-lhes o horror à cultura e, sobretudo, matam-lhes esse que é o maior dom do ser humano - seu senso lúdico. Agora - e de alguns anos - sinto essa ameaça comercial-didática às histórias infantis. Menos e menos puras elas vão ficando cada dia. Mas vá lá, sou (por isso mesmo) um homem que também perdeu muito de seu encantado primitivismo e que aceita os tempos. Assim, não podendo reagir, quer ser dos primeiros a adotar essa tendência de que falo e a usá-la totalmente. Contemos, pois, no estilo aludido, a história de - qual história seria melhor? - bem, a história de

Chapeuzinho Vermelho


Era uma vez (admitindo-se aqui o tempo como uma realidade palpável, estranho, portanto, à fantasia da história) uma menina, linda e um pouco tola, que se chamava Chapeuzinho Vermelho. (Esses nomes que se usam em substituição do nome próprio chamam-se alcunha ou vulgo). Chapeuzinho Vermelho costumava passear no bosque, colhendo Sinantias, monstruosidade botânica que consiste na soldadura anômala de duas flores vizinhas pelos invólucros ou pelos pecíolos, Mucambés ou Muçambas, planta medicinal da família das Caparidáceas, e brincando aqui e ali com uma Jurueba, da família dos Psitacídeos, que vivem em regiões justafluviais, ou seja, à margem dos rios. Chapeuzinho Vermelho andava, pois, na Floresta, quando lhe aparece um lobo, animal selvagem carnívoro do gênero cão e... (Um parêntesis para os nossos pequenos leitores — o lobo era, presumivelmente, uma figura inexistente criada pelo cérebro superexcitado de Chapeuzinho Vermelho. Tendo que andar na floresta sozinha, - natural seria que, volta e meia, sentindo-se indefesa, tivesse alucinações semelhantes.).

Chapeuzinho Vermelho foi detida pelo lobo que lhe disse: (Outro parêntesis; os animais jamais falaram. Fica explicado aqui que isso é um recurso de fantasia do autor e que o Lobo encarna os sentimentos cruéis do Homem. Esse princípio animista é ascentralíssimo e está em todo o folclore universal.) Disse o Lobo: "Onde vais, linda menina?" Respondeu Chapeuzinho Vermelho: "Vou levar estes doces à minha avozinha que está doente. Atravessarei dunas, montes, cabos, istmos e outros acidentes geográficos e deverei chegar lá às treze e trinta e cinco, ou seja, a uma hora e trinta e cinco minutos da tarde".

Ouvindo isso o Lobo saiu correndo, estimulado por desejos reprimidos (Freud: "Psychopathology Of Everiday Life", The Modern Library Inc. N.Y.). Chegando na casa da avozinha ele engoliu-a de uma vez — o que, segundo o conceito materialista de Marx indica uma intenção crítica do autor, estando oculta aí a idéia do capitalismo devorando o proletariado — e ficou esperando, deitado na cama, fantasiado com a roupa da avó.

Passaram-se quinze minutos (diagrama explicando o funcionamento do relógio e seu processo evolutivo através da História). Chapeuzinho Vermelho chegou e não percebeu que o lobo não era sua avó, porque sofria de astigmatismo convergente, que é uma perturbação visual oriunda da curvatura da córnea. Nem percebeu que a voz não era a da avó, porque sofria de Otite, inflamação do ouvido, nem reconheceu nas suas palavras, palavras cheias de má-fé masculina, porque afinal, eis o que ela era mesmo: esquizofrênica, débil mental e paranóica pequenas, doenças que dão no cérebro, parte-súpero-anterior do encéfalo. (A tentativa muito comum da mulher ignorar a transformação do Homem é profusamente estudada por Kinsey em "Sexual Behavior in the Human Female". W. B. Saunders Company, Publishers.)

Mas, para salvação de Chapeuzinho Vermelho, apareceram os lenhadores, mataram cuidadosamente o Lobo, depois de verificar a localização da avó através da Roentgenfotografia. E Chapeuzinho Vermelho viveu tranqüila 57 anos, que é a média da vida humana segundo Maltus, Thomas Robert, economista inglês nascido em 1766, em Rookew, pequena propriedade de seu pai, que foi grande amigo de Rousseau.

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28/11/2012

Carlos Marxnífico #3



Hoje vou comentar um dos maiores aviltamentos que a nossa amada pátria hemissocialista já sofreu.

Uma espúria pesquisa foi realizada, a mando da burguesia xenófoba direitista conservadora, para avaliar a educação em mais de quarenta países, incluindo o Brasil.

Nessa insidiosa pesquisa o Brasil ficou em penúltimo lugar. 
Paulo Freire, um dos maiores educadores da história da humanidade, marxista e patrono da educação brasileira, que inovou de forma sensacional todo os sistema educacional brasileiro e teve suas ideias exportadas para inúmeros países, não ficaria nada feliz (e nada surpreso) em saber da detração que sua monumental pedagogia sofreria por parte dos grandes capitalistas. 
Paulo Freire
Primeiramente, gostaria de salientar que o Brasil nunca havia figurado em tal ranking. Isso só foi possível graças às fantásticas políticas educacionais postas em prática pelo governo Lula e continuadas pelo governo Dilma, sempre auxiliados por exemplares ministros e assessores.
Ademais, se compararmos com o ranking da Unesco realizado ano passado, o Brasil figurava na 88º posição. Isso significa que em menos de um ano o Brasil subiu mais de quarenta posições em ranking internacional de educação! Algo sem dúvida jamais visto na história! Não tivéssemos ainda muito trabalho a fazer, não seria exagero dizer que nossa educação estaria chegando ao patamar da educação exemplar atingida pela União Soviética durante os grandes governos dos magistrais estadistas Lênin e Stálin - tempos em que o marxismo e a igualdade social aqueciam as almas e os corpos dos cidadãos. 

Não desistiremos na luta por um novo mundo, por um mundo melhor, por uma nova ordem mundial, ainda que nossos inimigos direitistas conservadores retrógrados elitistas capitalistas não cessem a campanha de mentiras em suas mídias e empresas de pesquisas perfidamente controladas para manter o domínio sobre o proletariado.



E o Brasil, meus camaradas, figurará entre as maiores nações da Terra, com o calor e a alegria de seu povo guiando e alimentando todo o planeta nessa transformação rumo à uma sociedade mais justa, igualitária, emancipada e verdadeiramente livre! 
Companheiros, não temam! Estamos no caminho certo! 

***
Sr. Dr. Prof. PhD Carlos Marxnífico é marxista convicto e invicto nos debates que participou e leciona nas melhores universidades brasileiras.

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22/11/2012

Entrevista com Dr. Importuno


Olá a todos, sou Misto-X (diretor, criador, gerente, idealizador e administrador deste blog) e hoje entrevistarei o Dr. Importuno. 
Como todos sabem, o doutor tem uma coluna em nosso site e fala dos assuntos que considera conveniente falar, e geralmente de forma não muito conveniente - se me permitem dizer.


Misto-X: Qual o motivo, causa, razão ou circunstância do nome? É fictício, não é?! 
Dr. Importuno: Sim. Resolvi adotar esse nome porque vi que algumas de minhas observações são por demais importunas. Acho que acabo passando da conta em algumas observações. 

Observações sobre o que você costuma fazer? 
Sobre tudo. Qualquer coisa.  

Mas adotar esse pseudônimo foi uma decisão sua baseada apenas no que você achava? Ou outros também reclamavam delas?  
Todos reclamavam e ainda reclamam. Acho que o principal fator de reclamarem é pelos detalhes. Se o assunto é flatulência, não acho suficiente dizer pum, peido, rojão,... acho necessário descrever o barulho, o cheiro... As pessoas ficam enojadas, mas não estou fazendo nada além da mera descrição das características de um peido. 

Então a culpa é dos detalhes? 
Penso que a grande culpa sim. A pequena culpa é por lembrar coisas óbvias mas esquecidas, como é o caso daquilo que escrevi sobre o transporte público, ou aquela vez que escrevi sobre o beijo na boca

De maneira geral, na sua vida você se comporta assim? 
Minha vida não é pautada por essa ‘chatice’. As pessoas geralmente acham que passo o tempo todo reclamando das coisas, como se eu tivesse alguma espécie de rancor com a vida ou como as coisas são. Sou uma pessoa normal, que se precisar de falar de algo com detalhes eu falo. O problema é que muitas vezes ao falar certas coisas eu acabo quebrando certas regras de etiqueta. 
E meu espaço aqui nesta revista é praticamente para ser importuno. 

Então você seria aquilo que chamamos de politicamente incorreto? 
Não diria isso, embora esteja na moda. Talvez até por estar na moda ser politicamente incorreto que eu não usaria o termo.


Por que não viver assim, digamos, reclamando e falando escancaradamente certas coisas? 
Acho que é uma simples questão de etiqueta e educação mesmo. Imagine se todas as pessoas começassem a falar de tudo de maneira nua e crua? A vida viraria um inferno, sem sombra de dúvidas.  
Imagine um casal trocando carícias e um deles pede licença por um momento e diz que vai ‘soltar um barro’ que vai feder a casa toda, porque teve repolho e feijoada no almoço. 
A vida por si só não é fácil, e transformar ela em chiqueiro não costuma ajudar.
É verdade que algumas pessoas precisam de uma chacoalhada de vez em quando, ou de lembrar determinados aspectos da nossa natureza, mas não nascemos para viver nessa baixa de nível.

Por que você fala? Você vê alguma função naquilo que você fala?
As pessoas sempre opinam, mas grande parte não reflete muito bem algumas coisas ditas. Eu basicamente gosto de lembrar aspectos esquecidos quando determinados temas são tratados.

Atualmente, todo mundo tem uma opinião para tudo, e nada é intocável. Como você vê tal situação? 
As pessoas sempre tiveram opiniões. A questão é que hoje elas preferem falar, ainda que bobagem, do que ficar caladas.  
O líder é um sujeito que fala, o vencedor é uma pessoa que não se calou, o batalhador também. Essas características são bem ressaltadas, mas esquecem de dizer que os derrotados, os burros, os idiotas também não deixam de falar. 
Ou seja, o cerne da questão não é falar, mas falar coisa prestável.  
Penso que uma das questões chaves para tamanho falatório é que as pessoas estão muito convencidas de que suas palavras podem mudar o mundo.  

E mudam? 
Bom, parece que estamos piorando, não é? (risos) 


Como de costume, para terminar faço umas perguntas rápidas de assuntos mais atuais.  
Homoafetividade. 
Afeto entre pessoas de mesmo gênero. Uma palavra totalmente absurda se usada como substituta para homossexualidade. Esta ultima é sexo entre pessoas do mesmo gênero. É, por exemplo, o cara que chupa uma piroca e dá o rabicó. Se é feito com afeto, é outra história, e nem tira a homossexualidade do ato.  
Mas não deixa de ser uma palavra interessante, do ponto de vista estratégico. Se 'homo' se refere ao mesmo gênero, e a palavra homoafetividade pode ser usada para designar qualquer afeto entre pessoas de mesmo gênero, então o amor de um pai ao seu filho (e vice-versa) pode estar 'enquadrado' em homoafetividade.  
Se cada hora o termo é utilizado com um sentido, criamos confusão, minamos convicções e fica mais fácil convencermos. Em casos assim vence não necessariamente quem tem a melhor ou a mais correta ideia, mas aquele que soube melhor aproveitar da confusão. 
Isso significa?... Você é contra? A favor? 
Significa o que eu acabei de dizer. 
Agora, sobre dois homens se alisando, acho esquisito, mas cada um faz o que quiser na sua intimidade. 
Facebook, redes sociais em geral 
Interessante meio de manter algum tipo de conexão com pessoas não tão próximas. 
Copa 2014 
Governo idiota. Qualquer ser minimamente informado sabe que praticamente não existe cidade no Brasil capaz de suportar um evento desse porte, que o dinheiro gasto poderia realizar obras muito mais importantes do ponto de vista social. 
Mas agora não tem como voltar atrás. Tenho que correr para conseguir uma casa bem grande e hospedar o maior número possível de torcedoras estrangeiras.
O futuro? 
Quem sabe eu chego lá! 
Política? 
Quero que 99% dos nossos políticos atuais vão à merda. 
Se bem que parece que é exatamente isso que eles estão fazendo, transformando o Brasil em merda. 
Romantismo 
Doença passageira e menos intensa que a paixão. 
Uma palavra 
Não.




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01/11/2012

Manuel Bandeira

É com prazer que eu, Misto-X (diretor, criador, gerente, idealizador e administrador deste blog), anuncio uma nova categoria do blog: "trecho sem apetrecho"
Aqui serão postados textos de autores já consagrados da literatura nacional e internacional.
O nome "trecho sem apetrecho" foi assim entendido pela equipe de comunicação e marketing desta revista eletrônica:
"Trecho" por ser apenas uma pequena amostra da produção bibliográfica do escritor; "sem apetrecho" por não explicarmos ou darmos qualquer informação (útil ou não) sobre a obra ou o escritor.
Os textos serão indicados por cada um dos nossos colunistas (e também por mim).

A indicação de hoje foi feita por Fróid Kinsei Suplincí, o autor é Manuel Bandeira.



Quando estás vestida,
Ninguém imagina 
Os mundos que escondes 
Sob as tuas roupas. 

(Assim, quando é dia, 
Não temos noção 
Dos astros que luzem 
No profundo céu. 

Mas a noite é nua, 
E, nua na noite, 
Palpitam teus mundos 
E os mundos da noite. 

Brilham teus joelhos, 
Brilha o teu umbigo, 
Brilha toda a tua 
Lira abdominal. 

Teus exíguos 
- Como na rijeza 
Do tronco robusto 
Dois frutos pequenos - 

Brilham.) Ah, teus seios! 
Teus duros mamilos! 
Teu dorso! Teus flancos! 
Ah, tuas espáduas! 

Se nua, teus olhos 
Ficam nus também: 
Teu olhar, mais longe, 
Mais lento, mais líquido. 

Então, dentro deles, 
Bóio, nado, salto 
Baixo num mergulho 
Perpendicular. 

Baixo até o mais fundo 
De teu ser, lá onde 
Me sorri tu'alma 
Nua, nua, nua...

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29/10/2012

Nota de Falecimento

É com muito pesar que eu, Misto-X (diretor, criador, gerente, idealizador e administrador deste blog), comunico a todos o falecimento de nosso ilustre colunista, diretor e crítico de cinema da mais alta classe e estudo, Jean Canudo Ewald Wilker von Kracauer.
Ele estava realizando filmagens épicas de um filme épico sobre Don Quixote quando foi atingido por um urubu descontrolado que, segundo dizem, estava sofrendo dos efeitos de venenos contra ratos que foi colocado nas proximidades do acampamento.
A produção não liberou maiores informações, exceto o fato da guarda florestal estar no encalce deles por terem colocado veneno em área de preservação ambiental e chegado a envenenar animais silvestres.
Ainda não sabemos se ele possuía artigos para serem enviados à nossa revista eletrônica; caso seus familiares nos encaminhe algo postaremos para a leitura e apreciação de todos.
Que descanse em paz, amigo!



O urubu também morreu.

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